sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Imã

Meu colo: calo.
Meu copo: vazio.
Meu corpo: copa.
Meu sangue: árduo.

Meu trono: tirano.
Meu uivo: grave.
Meu pranto: longo.
Meu canto: curto.
Meu santo: forte.
Meu bojo: bajulo.
Meu tiro: insano.

Meu par: soberano.
Meu altar: tacto.
Meu luar: música.
Meu carro: corro.
Meu olho: belo.
Meu toque: tece.


Meu sonho: sempre.
Minha dança: sagrada.
Meu sacro: uno.
Meu sono: puro.
Meu punho: pai.
Meu ninho: vinho.


Meu dia: noite.
Meu trampo: arte.
Minha arte: arde.


Minha escola: ilusão.
Minha mala: descansa.
Minha alma: impávida.
Minha calma: perto.
Minha ama: amo.

Minha cara: mole.
Minha rua: duas.
Minha musa: nula.

Minha hora: só.
Minha camisa: nua.
Minha janela: fechada.
Minha morada: favela.
Minha mãe: tudo.
Minha luz: todo.
Minha escuridão: coragem.
Meu enrredo: escuridão.
Minha sabedoria: capim.
Meu asno: sábio.
Minha estória: música.
Minha vitória: música.
Minha música: filosofia.

Pulso em Sol

Pulso em Sol


Pequena flor distante(...)
Serena em sua forma,
mostrando-me as seis asas
em chamas de fogo.

Seu rosto, Teu semblante
Higia de beleza grega
Herrante em terras pagãs.


Olhos que tudo vêem
além da beleza das formas
Desencanta meus acordes matinais.


Sua música é murmúrio
mostrando a força dos avós.
Recriando das cinzas
as canções de fogo
e trazendo as cores dos Serafins.

Acalentadora dos espíritos longíguos
com sua paixão de abertura.