Plantei meu violão
em seu peito esquerdo
deles nasceram
orquestras de jasmins cantores enamorados
Aflorados pelo fino vento primaveril
elocubrando melodias infindáveis
Em cada polén de cor
nascendo pro novo enrredo
De canção em canção perdi o medo
e estraçalhei os cadeados
encrustrados como ostras
sem delírios
Logo depois de cada trilho
novamente enloquecia
com o som enfebrecido
de seus acordes matinais
Embebido pela ternura
do vento leve de seus beijos
via os quintais onde corriam e brincavam
nossos pequenos eus divididos
Plantei meu violão
em seu peito esquerdo
de canção em canção
perdi o medo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
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