segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ágape
O meu impaciente amor transborda em torrentes. Tanto é o tempo que se foi e parece que foi ontem. Os sonhos me trouxeram seu filho. E sempre me trazem a ti. Mergulho num amor em correntes, precipitando-se desde o oriente ate o crepúsculo. Até minha alma se agita nos vales, abandonando a longevidade do mar e as tempestades da dor. Demasiado tempo sofri e estive em perspectiva. Demasiado tempo me possuiu a solidão.
Agora esqueci o silêncio.
Todo eu me tornei qual boca e murmúrio de um rio que salta de elevadas penhas: quero precipitar minhas palavras nos vales.
Corre o rio do meu amor para o insuperável! Como não encontraria um rio enfim o caminho do mar?
Sem dúvida a um lago em mim, criado por ti. Um lago solitário que se basta a si mesmo. Mas o meu rio de amor arrasta-o consigo para o mar.
Eu sigo novas sendas e encontro uma linguagem nova. Semelhante a todos os criadores. Cansei-me das lágrimas. O meu espírito não quer correr com solas gastas.
Toda a linguagem me torna amoroso. Ainda corre em meu rio, aquele velho amor rejuvenescido pelos sonhos. E acorda no mar do desespero sem o sal de lábios passados.
Já temos aprendido tanta coisa juntos!
A minha selvagem sabedoria emprenhou nos montes solitários.
A selvagem sabedoria afetiva agora corre louca pelo deserto árido, e procura sem cessar o branco céspede de vosso coração. No vosso amor desejaria depositar o mais caro que possuo. Há algum tempo carregava suas cinzas às montanhas.
Por tanto ainda te amo. Amo como gotas pesadas, que caem uma a uma da nuvem escura e turva suspensa sobre os homens. Anunciando o relâmpago próximo e desaparecendo como de soslaio.
Mesmo assim, minha alma é sossegada e luminosa.
Caminho para o meu fim. Sigo o meu caminho. E desta maneira será a minha marcha o seu fim.
Onde, finalmente, entoarei o meu cântico.
Agora esqueci o silêncio.
Todo eu me tornei qual boca e murmúrio de um rio que salta de elevadas penhas: quero precipitar minhas palavras nos vales.
Corre o rio do meu amor para o insuperável! Como não encontraria um rio enfim o caminho do mar?
Sem dúvida a um lago em mim, criado por ti. Um lago solitário que se basta a si mesmo. Mas o meu rio de amor arrasta-o consigo para o mar.
Eu sigo novas sendas e encontro uma linguagem nova. Semelhante a todos os criadores. Cansei-me das lágrimas. O meu espírito não quer correr com solas gastas.
Toda a linguagem me torna amoroso. Ainda corre em meu rio, aquele velho amor rejuvenescido pelos sonhos. E acorda no mar do desespero sem o sal de lábios passados.
Já temos aprendido tanta coisa juntos!
A minha selvagem sabedoria emprenhou nos montes solitários.
A selvagem sabedoria afetiva agora corre louca pelo deserto árido, e procura sem cessar o branco céspede de vosso coração. No vosso amor desejaria depositar o mais caro que possuo. Há algum tempo carregava suas cinzas às montanhas.
Por tanto ainda te amo. Amo como gotas pesadas, que caem uma a uma da nuvem escura e turva suspensa sobre os homens. Anunciando o relâmpago próximo e desaparecendo como de soslaio.
Mesmo assim, minha alma é sossegada e luminosa.
Caminho para o meu fim. Sigo o meu caminho. E desta maneira será a minha marcha o seu fim.
Onde, finalmente, entoarei o meu cântico.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Jander
É a onda quebrando,
é o tempo.
O pesacador e o vento.
A areia em movimento;
A lágrima e o mergulho.
Um amor pela metade.
Tudo que nos rodeia, nos vigia.
A pedra e o coqueiro.
O rio, o mar e o meio.
(Outono de 1999)
é o tempo.
O pesacador e o vento.
A areia em movimento;
A lágrima e o mergulho.
Um amor pela metade.
Tudo que nos rodeia, nos vigia.
A pedra e o coqueiro.
O rio, o mar e o meio.
(Outono de 1999)
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A palavra fala
Cala a alma
Apazigua a dor
No âmago de quem ama.
Declama seus acordes balzaquianos;
como um tirano expurga os antigos sentimentos atuais.
Exorta-os com veemência
Mas eles lutam à sobrevivência,
Afloram contínuos.
Ferem a cama, umidecendo seus lençóis.
A palavra: falha.
Não mais encanta,nem levanta os risos joviais.
Não mais se enrruidece ao amor.
Empalidece na dor da palavra que cala: o ator.
(Verão de 1989)
Cala a alma
Apazigua a dor
No âmago de quem ama.
Declama seus acordes balzaquianos;
como um tirano expurga os antigos sentimentos atuais.
Exorta-os com veemência
Mas eles lutam à sobrevivência,
Afloram contínuos.
Ferem a cama, umidecendo seus lençóis.
A palavra: falha.
Não mais encanta,nem levanta os risos joviais.
Não mais se enrruidece ao amor.
Empalidece na dor da palavra que cala: o ator.
(Verão de 1989)
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