quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A palavra fala
Cala a alma
Apazigua a dor
No âmago de quem ama.

Declama seus acordes balzaquianos;
como um tirano expurga os antigos sentimentos atuais.
Exorta-os com veemência
Mas eles lutam à sobrevivência,
Afloram contínuos.
Ferem a cama, umidecendo seus lençóis.

A palavra: falha.
Não mais encanta,nem levanta os risos joviais.
Não mais se enrruidece ao amor.
Empalidece na dor da palavra que cala: o ator.
(Verão de 1989)

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