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A morte vive todo dia.
Ou quase todo dia.
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O sorriso das crianças ilumina os dias.
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A vida vive toda noite.
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A música é a vingança dos traumas joviais.
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Não sou filho da pólis
nem do logos
nem da psiquê.
Sou filho do inesperado.
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A verdade é nada mais do que a versão do perdedor.
Então seria o vencedor uma ilusão?
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O amor é uma neurotoxina:
Pode danificar irremediavelmente o sistema nervoso central
se deixar de ser correspondido.
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Não quero mais olhar
com seus olhos de gêlo.
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Eu estive em todos os lugares
e não consegui me encontrar nem em mim mesmo.
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É hora de celebrar a morte da dor:
devo um galo a Esculápio.
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Nem sempre é necessário apequenar-se para engrandecer-se.
Mas é necessário engrandecer-se para apequenar-se grandiosamente.
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Cada dia sendo mais hoje do que ontem.
Mais agora do que amanhã.
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Amor, beleza, morte e verdade: sinônimos inseparáveis.
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O do alto busca seu vizinho para perder-se de si.
O do baixo para se encontrar.
O vizinho segue sendo apenas ele:
sem se perder nem se achar.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Nas vielas
A flor que plantou em meu peito se foi.
Oração do seu jeito.
Sem cor nem perfume perfeito.
Sem dor de cantar em seu leito.
O céu se fechou em meu pranto.
Cantor de desenganos.
Leve, ando num coração,
Cavalgando sendas indomáveis.
Ritmando meu balanço
num descanço inesperado.
Hoje vivo meus botões:
Lhes confesso meu fracasso!
Prefiro cem corações partidos
do que ser um vencedor de desencanto.
O poeta é perdedor.
Quando errar, terá vencido.
Ou cedido pelo cançasso.
O canto do derrotado
cria o sol e a lua,
a lágrima e a rua,
a esfinge do pecado,
o recado veloz,
o atroz panteísta sufocado
pelos sonhos de espinho,
longe da sabedoria de seu mais íntimo oráculo:
A sinfonia dos avós.
Oração do seu jeito.
Sem cor nem perfume perfeito.
Sem dor de cantar em seu leito.
O céu se fechou em meu pranto.
Cantor de desenganos.
Leve, ando num coração,
Cavalgando sendas indomáveis.
Ritmando meu balanço
num descanço inesperado.
Hoje vivo meus botões:
Lhes confesso meu fracasso!
Prefiro cem corações partidos
do que ser um vencedor de desencanto.
O poeta é perdedor.
Quando errar, terá vencido.
Ou cedido pelo cançasso.
O canto do derrotado
cria o sol e a lua,
a lágrima e a rua,
a esfinge do pecado,
o recado veloz,
o atroz panteísta sufocado
pelos sonhos de espinho,
longe da sabedoria de seu mais íntimo oráculo:
A sinfonia dos avós.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A musica mais bela
Meu sorriso escondido
Trazes em ciclos
nas flores e resquícios,
tornando-me pássaro.
Um batom em sol menor
fez da lua meu descanso precioso
sob a música do tempo.
O "cavaleiro do medo" bailou em seu traçado.
Mas és a pastora do tempo de meu amor intocável.
Trazes em ciclos
nas flores e resquícios,
tornando-me pássaro.
Um batom em sol menor
fez da lua meu descanso precioso
sob a música do tempo.
O "cavaleiro do medo" bailou em seu traçado.
Mas és a pastora do tempo de meu amor intocável.
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