Queres então voltar pra teu deserto?
Não sou ágil, tenho de me esperar a mim mesmo. Fica cada vez mais tarde até que a água do poço de meu eu suba até a luz e, muitas vezes tenho que passar fome por mais tempo que minha paciência suporta. É por isso que vou para a solidão: para nao beber das sisternas que estão dispostas para todos. No meio da multidão vivo como a multidão e não penso como penso; depois de certo tempo, tenho sempre a impressão de que querem me exilar em mim mesmo e roubar-me a alma; passo a me tornar mau para todos e a temer a todos. Tenho então a necessidade do deserto para voltar a ser bom.
sábado, 15 de maio de 2010
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