Quando as amarras estouram
O inconsciente vai por água abaixo
Os pequenos bentivís puderam me contar.
A corda era longa,
abraçava dias, lugares,
olhares póstumos,
malabares de amores em mutação.
Brilhava sob febris sensações.
Quando as amarras estourarem
seus ritos fugirão de seu percurso.
O mais sutil recurso de alcançá-los
voará nas asas dos grandes bentivís.
Levará as cordas para lugares longínquos,
de acesso proibido.
Apenas para loucos e poucos.
Os viventes do sonho dos sonhos.
Levará povos e bandeiras,
reinos e fronteiras
para o inalcançável.
(verão 1990)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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